PLISTOCENO: período da era antropozóica, idade dos mamíferos, época em que o homem adquiriu suas características atuais. ____________________________________ Luise Reis, ariana, soteropolitana, 27 anos, apaixonada pela Lua,literatura e mitologia, chorona& sensível, que adora a família e amigos, de vez em quando cai na bagaceira, que quer fazer tatuagem e não acredita mais em contos de fadas, mas continuo a estudá-los, que toma tequila e absinto.


PLISTO-CENAS

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[Terça-feira, Maio 29, 2007]

Metamorfose

E de tanto crescer, um dia, sem mais poder rastejar a lagarta entrou num casulo. Não foi um processo fácil, cada anelo se decompondo e transformando-se num novo corpo. Não demorou ao pequeno casulo que insistia em aprisioná-la tornar-se ínfimo para tão grandes asas. Frágeis asas. E virou borboleta. Ou qualquer ser parecido, alado, mas não classificado biologicamente exato. Observemos...

por LUISE REIS * 5/29/2007 05:03:18 PM

Meta o bedelho:

[Domingo, Fevereiro 04, 2007]

O depoimento de Alice

Em caso de emergência quebre o vidro. E quando não há vidro para quebrar?
Nada de caixas, janelas, extintores. Apenas o pontilhar de uma emergente e cotidiana necessidade.
Assento flutuante.
Colete salva-vidas.
Mascaras de oxigênio.
Tudo é absoltamente inútil...nada nos salva do invisível sufocante.
Você, eu, todos somos o crachá que carregamos, o contra-cheque (vergonhoso) que recebemos e meia dúzia de números que não repetidos mas desprovidos de qualquer traço de personalidade.
Roda-viva.
E já não é pelo pão de cada dia que se deve fazer a prece mas pelo respeito e dignidade em cada dia.
Terra de cegos, coxos e infames.
Quem se importa com vocês?
Vocês não passam de um baralho de cartas.
(Disse Alice antes de acordar).


por LUISE REIS * 2/4/2007 06:40:52 PM

Meta o bedelho:

[Quarta-feira, Janeiro 17, 2007]

Exegese

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.


As palavras de Cecília cabem perfeitamente nesse mosaico. O pedaço dessa lagarta que venho construindo anos e anos. O ano acabou e outro se iniciou, também como uma lagarta, um colar de pérolas ou licuris. E o Tempo, esse senhor sádico, não nos permite erros, é implacável. E já não tenho idade de acreditar no Carpe diem, nem na máxima do Rei Leão, e essa é uma das 10 coisas que odeio em mim mesma.
E há tantos pedaços dessa lagarta perdidos dentro dela, fagocitose, ela tem se devorado, metâmero a metâmero.


por LUISE REIS * 1/17/2007 01:01:25 PM

Meta o bedelho:

[Terça-feira, Dezembro 05, 2006]

Amor & Loucura

O espetáculo de bonecos conta a jornada incessante em busca do sentimento e nos faz questionar quem somos, como queremos que gire a esfera dos nossos dias... A poesia de Myriam Fraga entra com precisão na divisa entre alma e emoção, a luz, a música, cada elemento real ou mitológico. Sereia, Cupido, rosa, borboleta, abelha, lagarto, lesma, rosa...os casais, as fusões. Todos assim, neste misto de encantamento e loucura. Somos todos loucos ao amar. E sem amor?

por LUISE REIS * 12/5/2006 03:26:36 PM

Meta o bedelho:

[Sexta-feira, Novembro 24, 2006]

Pernambucobucolismo

Uma viagem, um ciclo que se fecha. Genética é uma coisa engraçada. Será que sou uma aberração cromossômica ou tenho um distúrbio monogenético? Óbvio que não, mas esta é a sensação. E quando há somente identificação assim, do DNA mas nenhum tipo de identificação?
Recife, Oh! Linda, Porto de Galinhas...Lugares de paisagens e pessoas inesquecíveis. Emoções indeléveis.
De que é feito o cordão umbilical?
Recife Antigo, frevo, ciranda, maracatu.
Laços invisíveis.
Ideogramas, pinturas rupestres, cavernas, campos e abismos.
Pernambucobucolismo.


por LUISE REIS * 11/24/2006 04:35:21 PM

Meta o bedelho:

[Terça-feira, Outubro 17, 2006]

Reflexões da Flor

É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras."
In: Saint-Exupery, Antonie. O Pequeno Príncipe

Medo dos baobás, medo dos nossos vulcões, minha redoma de vidro...Mas havia de ser por algo que não se poderá jamais justificar racionalmente. Apenas se fundamenta na entrega, no tempo que se dedica à flor...E a Borboleta sincroniza seus vôos e visitas, sorri e parece amar a flor, como O Pequeno Príncipe, mesmo quando ela, a flor, o aborrece. Já se sabe que as flores não devem ser julgadas pelas palavras as vezes rude, outras vaidosas, ora infantis...Julgue-a pelos atos. E sabe-se também que perfumam e iluminam, que se advinhe a ternura sob as manhas e que não pense ser cedo demais para amar.

Recortes do Cap. XVIII

por LUISE REIS * 10/17/2006 11:58:16 PM

Meta o bedelho:

[Sábado, Setembro 30, 2006]

Soap Ópera

Olha só que faz a Primavera... Fecha ciclos, abre novos.
Soap Ópera com Trilha de Los Hermanos.
A seguir, cenas da nova temporada.

por LUISE REIS * 9/30/2006 10:07:05 AM

Meta o bedelho:

[Sexta-feira, Setembro 22, 2006]

Walt Whitman* ou Por que eu não tenho uma bazuca para exterminar pessoas nocivas?

Sim ¿ eu, franzina e civilizada, meto dentro as portas,
Porque neste momento não sou franzina nem civilizado,
Sou EU, um universo pensante de carne e osso, querendo passar,
E que há de passar por força, porque quando quero passar sou Deus!
Tirem esse lixo da minha frente!
Metam-me em gavetas essas emoções!
Daqui pra fora, políticos, literatos,
Comerciantes pacatos, polícia, meretrizes, souteneurs,
Tudo isso é a letra que mata, não o espírito que dá a vida.
O espírito que dá a vida neste momento sou EU!
Que nenhum filho da... se me atravesse no caminho!
O meu caminho é pelo infinito fora até chegar ao fim!
Se sou capaz de chegar ao fim ou não, não é contigo,
E comigo, com Deus, com o sentido-eu da palavra Infinito...
Pra frente!
Meto esporas!
Sinto as esporas, sou o próprio cavalo em que monto,
Porque eu, por minha vontade de me consubstanciar com Deus,
Posso ser tudo, ou posso ser nada, ou qualquer coisa,
Conforme me der na gana... Ninguém tem nada com isso...
Loucura furiosa! Vontade de ganir, de saltar,
De urrar, zurrar, dar pulos, pinotes, gritos com o corpo,
De me cramponner às rodas dos veículos e meter por baixo,
De me meter adiante do giro do chicote que vai bater,
De ser a cadela de todos os cães e eles não bastam,
De ser o volante de todas as máquinas e a velocidade tem limite,
De ser o esmagado, o deixado, o deslocado, o acabado,
Dança comigo, Walt, lá do outro mundo, esta fúria,
Salta comigo neste batuque que esbarra com os astros,
Cai comigo sem forças no chão,
Esbarra comigo tonto nas paredes,
Parte-te e esfrangalha-te comigo
Em tudo, por tudo, à roda de tudo, sem tudo,
Raiva abstrata do corpo fazendo maelstroms na alma...


* fragmento do poema homônimo de Àlvaro de Campos, persona de Fernando Pessoa

por LUISE REIS * 9/22/2006 01:11:20 PM

Meta o bedelho:

[Domingo, Setembro 10, 2006]

Paulicéia Desvairada

Congonhas aborted, Guarulhos, Airport Service Bus, Congonhas, táxi, Martins Fontes, Nutrisom, Promocenter, Trash 80', Bella Paulista, Liberdade, Bela Cintra, Spot, Alôca, Gopala, Lanchonete da Cidade, Galeria do Rock, Augusta, Galeria Ouro Fino, Clube Glória, Super Pop, Av. Paulista, Frida, Mercado Municipal, Museu da Língua Portuguesa, Ponto Chic, Metrô, Barbie, happy hour, roskas, massas, chocolates, beijos,lágrimas, despedidas, telefone, celular, e-mail, Congonhas, Airport Service Bus, Garulhos, Salvador.

por LUISE REIS * 9/10/2006 01:56:38 PM

Meta o bedelho:

[Terça-feira, Setembro 05, 2006]

Cante com Tia Jussara ou Mantra

Sim, eu vou te esquecer tão completamente
Que nem vou me lembrar de te esquecer
Eu nem vou lembrar
Eu vou me esquecer
Tão completamente de tudo
Que nós fomos tudo
Nada vai restar
Vou te esquecer
Vou te arrancar da alma
Tão perfeitamente
Que nem a falta ficará no seu lugar
Vou te cortar da memória
Tão precisamente
Nenhuma cicatriz em vou deixar
Te destilar do meu corpo
Tão inteiramente
Ninguém vai conseguir mais misturar
(...)
Sim, eu vou te negar tão completamente
Que mesmo olhar o sol de frente
Não vai me cegar


por LUISE REIS * 9/5/2006 06:13:07 AM

Meta o bedelho:

[Segunda-feira, Agosto 28, 2006]

Lamento de Enone

"Quero gritar e não posso; quero correr e me sinto colada no chão da esquina"

Godofredo Filho


por LUISE REIS * 8/28/2006 09:39:02 AM

Meta o bedelho:

[Terça-feira, Agosto 01, 2006]

WHAT AM I TO YOU?

Pois então, quase um ano depois, agosto chega novamente. Mês do desgosto para uns, mês de decisão para mim. Vai fazer um ano e por essa ausência de rótulos não sei nunca responder uma simples pergunta.
Agora eu quero ser ou não ser...

por LUISE REIS * 8/1/2006 03:53:00 PM

Meta o bedelho:

[Sábado, Julho 22, 2006]

JULHO

Ciclos que se fecham, novos se abrem e outros todavia inconclusos.
Volto a escrever. A pensar em escrever...
Tantas coisas cabem no silêncio. O Plistoceno parecia ter morrido, mas retorna, tal Fênix, das cinzas...

por LUISE REIS * 7/22/2006 01:36:25 PM

Meta o bedelho:

[Quarta-feira, Dezembro 28, 2005]

DEZEMBRO

Mais um dezembro, mais uma época de fechar ciclos, zerar e recomeçar. Aromas e nuances de outros como este voltam à minha janela, minha mente e deles não consigo fugir, são impressos indeléveis que somente o Lattes, o rio do esquecimento, pode extrair. Mas estou leve.
Vou para junto das árvores, fazer a passagem do ano, talvez confirmação inconsciente do desejo de ser selvagem entre árvores e esquecimentos...


por LUISE REIS * 12/28/2005 03:18:17 PM

Meta o bedelho:

[Quarta-feira, Novembro 30, 2005]

Como Alice

Entrei no mesmo buraco que Alice, estou encontrando com coelhos, rainhas de ouros, lagartas e outros tantos bichos! Cresço e diminuo... Espero acordar em breve!

por LUISE REIS * 11/30/2005 08:23:53 PM

Meta o bedelho: